quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Eu nem quero acreditar! Então não é que, para o próximo ano me vai sair a sorte grande? Pois é meus amigos !
Para o próximo ano vou ter o meu bolsinho cheio de moedas. Não, ainda talvez não seja desta que vou para a porta da igreja. Bom, nada de brincar com coisas sérias. O certo é que vou ter mais dinheiro no bolso, vou poder gastar mais uns euros em coisas absolutamente desnecessárias, como faço sempre que fujo para o supermercado do meu bairro, para a padaria ou para o talho.
D. Fátima, senhor Pedro e senhor Zé não desesperem que para o ano eu vou atacá-los em força. Vou ter um poder de compra enorme, vou ter um aumento no ordenado aí de uns ... sei lá ... 25% ? Sim é verdade, quem o disse foi o senhor engenhêro. Ai desculpem estou tão nervosa e contente que já nem escrever sei. Repito! Quem o afirmou hoje foi o senhor engenheiro, primeiro governante de Portugal. Claro que não falou em percentagens mas para bom entendedor meia palavra basta.
E como ele estava feliz e emocionado. Até eu, que sou uma empedernida fiquei com lágrimas nos olhos. Às tantas já não sabia se havia de rir ou chorar... por mais!
Meus amigos somos uns vencedores. Conseguimos estancar a hemorragia das finanças públicas. CONSEGUIMOS chegar à mágica quantia dos 3% no défice. Portanto a partir de hoje podemos dizer adeus à crise económica. Sim porque à crise de valores e de ética política, talvez a consigamos atingir lá para 2015...
Se nos esforçar-mos muito, talvez quem sabe lá para o ano... Por altura das eleições. Isto sou eu a sonhar alto. Como tenho estado doente, talvez ainda por aqui aja uns resquícios de febre. Por vezes deliro!
Bom. O certo é que, debelada a crise económica, o governo vai abrir os cordões à bolsa, vai melhorar a vida de muitos portugueses. Desculpem amigos, agora vou falar como funcionária pública que sou, à mais de 25 anos. O meu amigo e primeiro governante de Portugal, tem andado a tratar-me muito mal. Chamou-me incompetente, preguiçosa, disse cobras e lagartos de mim, enquanto funcionária pública e cidadã.
Não gostei! E como tenho pelo na venta gritei-lhe que os maus funcionários só existem quando têm maus patrões. É ou não é verdade? Agora como vou ter a minha carreira descongelada, e um ordenadito melhor, talvez o perdoe. Mas com certas e determinadas condições!!!
  • A volta imediata de tantos colegas e amigos colocados na mobilidade especial, o que como todos devem saber mais não é que um despedimento colectivo,sem justa causa e sem direito a indemnização.
  • Que seja reposto o bom nome e dignidade do funcionalismo público.
  • Que onde haja maus funcionários, corrupção, e mau desempenho nas suas actividades isso seja visto de modo a que não seja possível pagar o justo pelo pecador.
  • Que a chamada reestruturação da função pública comece pelo alto, pelos responsáveis políticos, pelos maus gestores e pelos quadros de topo, que são quem deve dar o exemplo.

Se estas condições não forem cumpridas, acho melhor não me dar o meu tão desejado aumento. Porquê? porque aí irei sentir-me mal, vou pensar que o estou a ganhar porque foram centenas de colegas e amigos meus para a mobilidade, casais com filhos menores, homens e mulheres que apesar de novos para a aposentação são já considerados velhos para arranjar outro emprego. Pessoas com muito valor e dignidade. Mas eu sei que não sou responsável pela má política laboral do governo. Disso tenho a consciência tranquila. Disso tenho a certeza, tanta como a que tenho sobre o valor, o empenho, a dedicação dos meus colegas e amigos apanhados nesta situação desesperante.

A eles eu quero aqui, uma vez mais expressar todo o meu apoio, dizer-lhes que apesar deste post ter começado em ar de brincadeira, não brinco com coisas sérias. Nem admito que ninguém brinque!

Muita coragem e beijos para todos.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

OBA ! OBRIGADA


Cá estou eu a dançar muito feliz, à espera do Oscarino que o meu amigo J.G. do "Sino da Aldeia" me ofereceu. Como sou uma Lady também deixo a todos os meus amigos(as) da blogosfera uma prenda . Espero que gostem ... e que o seu perfume torne os nossos dias menos cinzentos. Volto em breve !!!




















UM ABRAÇO PARA TODOS E PARA CADA UM


domingo, 30 de setembro de 2007

APELO À PAZ

QUE A PAZ HABITE NO CORAÇÃO DOS HOMENS!



















































































PORQUE O MUNDO EM QUE VIVEMOS É DE TODOS!


E TÃO BELO...

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Mensagem (Fernando Pessoa)

Ninguém sabe que coisa quer.


Ninguém conhece que alma tem,


Nem o que é mal, nem o que é bem.


(Que ânsia distante perto chora?)


Tudo é incerto e derradeiro.


Tudo é disperso, nada é inteiro.


Ó Portugal, hoje és nevoeiro...











É a Hora!










O pessimismo que actualmente sinto em Portugal, está bem retratado nesta última frase deste poema de Pessoa "... Ó Portugal, hoje és nevoeiro...". Mas o poeta místico e sonhador do Quinto Império acrescenta que: "É a Hora!". Eu também concordo que É A HORA.







Um abraço e desejos de bom-fim de-semana!


quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Para olhar com o coração


























































































































































































































































































































































Baú de recordações III

Nota:

Os dois pequenos textos que se seguem, já tinham sido aqui publicado por mim, sob o título Baú de Recordações II no dia 15 de Julho. Devido a problemas técnicos (meus), tiveram que ser retirados e são publicados novamente hoje. As minhas desculpas pelo meu mau desempenho informático. Terei que ponderar a minha inscrição, ou não no programa Novas Oportunidades, afim de melhorar a minha performance tecnológica.
Quero espaço, sol e ar
vendaval ou acalmia
cheirar e sentir o mar
plantar em terra bravia.
Quero espaço, sol e ar
ficar onde a semente floresça
quero viver e respirar
onde só a vida aconteça.
Um abraço

Houve riso e houve espanto
Houve alegria e quimera
Houve esperança num novo dia
Quando Abril foi primavera.
Depois as flores murcharam
Num outono de desilusão
E todos os sonhadores ficaram
Perdidos, sem nada na mão.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Há tanto mar







Há tanto mar a descobrir,
eu aqui à espera
neste sonho enevoado.
Marinheiro sem porto
e sem regresso,
marinheiro da esperança,
porta-voz da quimera.
Em que cada instante
sinto, reconheço
todo um mar revolto e agitado.




Interrogação



Sigo a vida ou sou seguida?

Encontro-me ou estou perdida?

Estou algures ou em parte incerta?

Ando às voltas ou em linha recta?

Mel e Fel











Existem palavras, que se comem inteiras


cada uma delas com sabor, a mel.


Existem outras que, embora verdadeiras


deixam na boca o amargo do fel.