Logo no início do ano o ministro Sócrates ao olhar para o país real cai em si e dá um novo aumento muito mais substancial aos reformados, prometendo inclusivé que se o aumento for feito em prestações serão pagos juros a uma taxa de 5%.
O salário mínimo nacional vai subir para os valores idênticos ao que é pago em Espanha.
O governo vai finalmente ouvir a oposição e adoptar uma postura mais humilde, quando criticado.
Depois de reflectir melhor o governo chega à conclusão que o país não está em condições de arcar, para já com a despesa pública de grandes empreendimentos, como o novo aeroporto ou o TGV e decide adiar os projectos, por tempo indeterminado.
Descontente com a prestação de alguns dos seus ministros o chefe do executivo opta, finalmente por exonerar grande parte deles. A bola de cristal aponta como prováveis os nomes de Correia de Campos, Mário Lino, Pires de Lima, M. Lurdes Rodrigues mas parece que irão rolar mais cabeças.
Também será reduzido o nº de assessores, secretários de estado, assessores de secretários de estado e as suas respectivas secretárias e assessoras de imagem, isto porque o Presidente da República não terá ficado muito satisfeito ao descobrir que a maioria estava a receber um vencimento superior ao seu.
Os portugueses irão finalmente ver em 2008 o seu poder de compra aumentar (!).
Para que os portugueses possam em pé de igualdade competir com os outros cidadãos europeus, o governo compromete-se a dar prioridade às áreas da saúde, educação e cultura.
Serão construídos mais hospitais, mais escolas e mais infantários, principalmente junto das populações mais carenciadas e mais afastadas dos centros urbanos.
Serão dados mais incentivos aos jovens para iniciarem a sua carreira profissional, para constituirem família, sem ser na casa dos pais. O aumento da taxa de natalidade também será incentivado, com um auxílio substancial às famílias.
A legislação respeitante aos direitos da criança será alterada, visando que estas fiquem mais protegidas e os seus direitos sejam respeitados integralmente.
Finalmente compromete-se o governo a tornar tudo isto possível, senão pedirá a demissão.
Ah ! como era bom que a minha bola de cristal não me enganasse mas ...
Um abraço do tamanho do mundo

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