sábado, 5 de abril de 2008
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Décimas ( feitas pelo meu pai )
0
Évora Cidade Museu
tens Paço Episcopal
a Travessa da Capelinha
és Património Mundial
*
Tens o Templo de Diana
a Igreja de S. Francisco
tens além de tudo isto
o Jardim das Canas
tens Fontes Romanas
e a Rua do Orfeu
Universidade e Liceu
a Travessa das Milheiras
és de todas a primeira
Évora Cidade Museu
*
Tens a Catedral da Sé
a Igreja de Santo Antão
a Rua do Alfeirão
a Travessa do Megué
o Oratório de São José
as Amas do Cardeal
tens Palácio Ducal
a Senhora da Pobreza
tens muitas outras belezas
tens Paço Episcopal
*
Tens a Travessa da Palmeira
tens os Meninos da Graça
a Travessa da Caraça
a Rua da Mostardeira
tens o largo da Amoreira
e a rua das Anjinhas
tens Santa Teresinha
a Igreja do Salvador
e além desse valor
tens a Travessa da Capelinha
*
Tens a Porta de Alconchel
tens as Portas de Moura
tens a Rua da Corredoura
e o Pátio de São Miguel
a Travessa do Bacharel
e a Rua do Telhal
tens tudo afinal
que te torna mais fina
tens a Torre das Cinco Quinas
és Património Mundial
Postado por
paginadora
às
21:03
5
comentários
0
A força não provém da capacidade corporal, mas da vontade férrea.
0
Postado por
paginadora
às
18:22
0
comentários
segunda-feira, 17 de março de 2008
Postado por
paginadora
às
21:44
5
comentários
quarta-feira, 5 de março de 2008
O que se aprende com os miúdos da primária ...
Postado por
paginadora
às
22:00
10
comentários
Marcadores: educação, professores, protestos, reforma educativa
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
sábado, 23 de fevereiro de 2008
José Afonso
0
0
0
Os vampiros
No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
0
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
0
A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas
São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei
0
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
0
No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
0
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
0
0
Para o José Afonso
na tua voz de vento
era de sangue e oiro
e um astro insubmisso
que era menino e homem
fulgurava nas águas
entre fogos silvestres.
Cantavas para todos
os acordes da terra,
os obscuros gritos
e os delírios e as fúrias
de uma revolta justa
contra eternos vampiros.
Que imensa a aventura
da luz por entre as sombras!
A vida convertia-se
num rio incandescente
e num prodígio branco
o canto sobre os barcos!
E o desejo tão fundo
centrava-se num ponto
em que atingia o uno
e a claridade intacta.
O canto era carícia
para uma ferida extrema
que era de todos nós
na angústia insustentável.
Mas ressurgia dela
a mais fina energia
ressuscitando o ser
em plenitude de água
e de um fogo amoroso.
É já manhã cantor
e o teu canto não cessa
onde não há a morte
e o coração começa.
00
0
0
Postado por
paginadora
às
20:37
3
comentários
Marcadores: António Ramos Rosa, homenagem, Os vampiros, Zeca Afonso
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Album fotográfico (preciosidades)
0
0
Postado por
paginadora
às
21:40
8
comentários
Marcadores: casas, casinhas, engenharia técnica, fotografias, mamarrachos
Direito à indignação
Um abraço
Postado por
paginadora
às
20:30
1 comentários
Marcadores: indignação, selo







