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terça-feira, 22 de julho de 2008

Oh Maddie !!! que justiça tão injusta ...

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Era de calcular. Mais um processo arquivado, nesta nossa república das bananas. O caso da pequena Maddie McCann chegou ao fim, ou melhor: deram-no por encerrado. Como a tantos outros ...
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Era de prever este desfecho dado que, para aqueles que não são tótós, foi bastante notório existirem, desde o desaparecimento da criança altos e poderosos interesses para que tal acontecesse. Polícia e governantes estrangeiros ditaram regras e imiscuiram-se num crime, cometido em Portugal. A imprensa inglesa passou atestados de incompetência aos investigadores portugueses. Governos de dois países conversaram sobre o caso (!).
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Que estranho caso este! É verdade que, infelizmente todos os dias desaparecem crianças em Portugal. E no mundo inteiro. É verdade que, diáriamente existem crianças maltratadas, selváticamente agredidas, mortas, estropiadas. E também crianças mortas pela fome e pela guerra. Pela maldade e cobiça dos homens.
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Mas isso não deve impedir que nos indignemos. Nem que não ousemos pedir contas, a quem de direito. Mesmo que seja um caso isolado, uma só criança, seja ela loira ou morena, branca ou negra, portuguesa ou estrangeira, rica ou pobre, devemos querer saber o que aconteceu, porquê e por quem. Podemos e devemos indignar-nos com a justiça que temos, rejeitá-la e exigir mais dignidade às instituições que nos servem.
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Brigas entre o Ministério Público, os senhores Juízes e a Polícia Judiciária são o pão nosso de cada dia, para nossa vergonha e mal dos nossos pecados. Os interesses corporativos sobrepõem-se, cada vez mais ao bom senso, à lei e à justiça. Já basta!
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Zangam-se comadres e descobrem-se (???) verdades. Escrevem-se livros. Trocam-se mimos na praça pública. Nada disso é assim tão importante. O mais importante é saber o que aconteceu a Maddie. O que aconteceu e continua a acontecer a todas as outras crianças, mesmo que não se chamem Maddie, nem sejam loiras, nem estrangeiras, nem ricas.
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sábado, 5 de julho de 2008

As crianças são o melhor do mundo

Enquanto estou a escrever este pequeno texto está a decorrer a habitual festinha do jardim de infância do meu bairro. A janela está aberta e até mim chegam as músicas infantis, cantadas por miúdos e graúdos. Assistem os pais e também muitos avós ( o que é bom ), embevecidos com as representações teatrais, rodinhas e cantigas das suas crianças. De vez em quando não resisto a dar uma espreitadela. Muitas das crianças são minhas vizinhas outras estou habituada a encontrá-las a caminho de um pequeno parque infantil próximo, que faz as suas delícias. Ainda ontem me cruzei com o grupo dos mais pequeninos, em fila indiana, agarrados aos bibes uns dos outros com uma mão, enquanto a outra segurava ou um pequeno brinquedo ou a ... chucha.
Lindas! Onde há crianças por perto há sempre alegria, brincadeira, muita animação. Agora é tempo de férias, de descanso para retemperar forças para o próximo ano, o que para muitos significa sair do jardim de infância e ingressar no 1º ano do ensino básico. Por isso criançada aproveitem bem as férias e divirtam-se.
Como o tema deste post são as crianças lembrei-me do que prometi, a dois grandes amiguinhos meus na passada semana e assim publico aqui dois trabalhos seus, sob anonimato, como prometido evidentemente.
O primeiro trabalho é uma tela pintada no colégio pelo meu amiguinho D. de 6 anos e que reproduz de uma forma assombrosa - eu não o conseguiria fazer - uma tela de Cézzanne, de que desconheço o título e o ano em que foi pintada. Quem o souber agradeço que me informe por favor. Exponho também a tela de Cézzanne para melhor se visualizarem as semelhanças entre ambas.
O segundo trabalho é uma história feita pela minha amiguinha I. de 10 anos, que eu admiro muito, porque sempre a tenho incentivado, durante algumas das nossas conversas sobre a importância da leitura para o desenvolvimento da escrita. Começando a gostar de ler desde cedo e tendo por hábito escrever pequenas histórias consegue-se ser o que ela é: uma aluna cinco estrelas a língua portuguesa (como aliás o é nas restantes disciplinas).



EIS OS RESPECTIVOS TRABALHOS:
  1. As Telas


Cézzanne

D. - 6 anos

2. A História

"A menina Antónia"

Era uma vez uma menina chamada Antónia. Antónia era princesa de Portugal, seus pais o José e a Maria eram os reis, Antónia era muito feliz. Brincava com as suas amigas Francisca e Mariana, as gémeas. Elas brincavam muito, eram as melhores amigas. Antónia saía do castelo todos os dias muito cedo para se encotrar com as suas amigas ao pé da fonte do jardim, era lá que elas se juntavam para brincarem.

Elas adoravam aquele jardim, porque para além de ser o jardim mais bonito que elas jamais conheceram e de ter o mais lindo cantar dos passarinhos e as mais bonitas flores do mundo foi lá que elas se conheceram. Foi numa bela tarde de primavera quando Antónia passeava com os seus pais, ela viu as gémeas perdidas e como o seu coração era muito bondoso sentiu obrigação de as ajudar. Foi ter com elas e ajudou-as a encontrar os pais, desde então ficaram as melhores amigas para sempre, elas eram inseparáveis.

Mas um dia quando Antónia chegou ao jardim as amigas ainda não tinham chegado, Antónia ficou admirada porque elas eram sempre as primeiras a chegar, mas Antónia achou que elas se deviam ter atrasado e esperou, esperou e nada, as gémeas nunca mais chegavam. Antónia ficou preocupada e foi a casa delas. Quando chegou à casa das suas amigas só havia caixotes por todo o lado, Antónia perguntou às amigas o que se passava e elas lavadas em lágrimas disseram-lhe que os seus pais tinham arranjado um trabalho melhor em França e que, infelizmente elas iriam mudar-se, para lá viver.

Antónia nem queria imaginar como seria se as amigas se fossem embora, por isso disse-lhes que iria pedir aos seus pais José e Maria, uma vez sendo reis para arranjar um trabalho ainda melhor aos pais das amigas, mas não ia valer a pena, eles estavam mesmo decididos e Antónia não podia fazer nada e ainda por cima eles iam já amanhã para França.

Antónia foi para casa muito triste, passou o dia trancada no quarto e nem queria comer. No dia seguinte Antónia levantou-se muito cedo para se ir despedir das amigas mas já era tarde demais, elas já tinham embarcado para França. Antónia ainda estava mais triste por nem sequer se ter despedido das amigas.

Os seus pais começavam a ficar preocupados com a filha e achavam que ela estava muito triste e sózinha, por isso resolveram dar-lhe uma maninha, quando Antónia soube , por um lado ficou feliz mas por outro achava que a sua irmã não iria conseguir substituir as amigas.

Passaram-se nove meses e a sua irmãzinha estava prestes a nascer, até que numa tarde de primavera no mesmo dia em que tinha conhecido as amigas a sua mana tinha nascido, Antónia foi chamada à sala de partos e quando pegou na sua irmã e a olhou nos olhos percebeu que uma irmã ou um irmão era a melhor coisa do MUNDO e também percebeu que não havia amigo ou amiga alguma que fosse capaz de substituir o amor de irmãos.

I. - 10 anos

xxx

Então que acham? Estamos ou não perante dois belos trabalhos? Parabéns aos meus dois amiguinhos. Realmente as crianças são o melhor do mundo. Há pois que contribuir para que o mundo em que vivemos seja também o melhor dos mundos para as crianças.

Um abraço

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Homenagem a todas as crianças, incluíndo as grandes

OUTRA MARGEM


E com um búzio nos olhos claros
Vinham do cais, da outra margem
Vinham do campo e da cidade
Qual a canção? Qual a viagem?

Vinham p'rá escola. Que desejavam?
De face suja, iluminada
Traziam sonhos e pesadelos.
Eram a noite e a madrugada.

Vinham sozinhos com o seu destino.
Ali chegavam, Ali estavam.
Eram já velhos? Eram meninos?
Vinham p'rá escola. O que esperavam?

Vinham de longe. Vinham sózinhos.
Lá da planície. Lá da cidade.
Das casas pobres. Dos bairros tristes.
Vinham p'rá escola: a novidade.
E com uma estrela na mão direita
E os olhos grandes e voz macia
Ali chegaram para aprender
O sonho a vida a poesia.



Maria Rosa Colaço
(1935-2004)








Agora que se iniciou um novo ano lectivo, eu também quis estar presente, participar na festa das crianças do meu País, festa que é o reencontro com os antigos colegas, o fazer novas amizades, aprender coisas diferentes, que ajudam a crescer, a conhecer o mundo, a viver em contacto e em partilha com os outros, numa base de respeito mútuo e de tolerância.

Pensei qual seria a melhor forma, de saudar e de homenagear todas as crianças, e também os seus professores, então lembrei-me deste bonito poema de Maria Rosa Colaço, que foi musicado e cantado pelos Trovante no seu albúm "Baile no Bosque",em 1981.

Porquê Maria Rosa Colaço? Porque sinto uma enorme admiração por ela e pelo seu trabalho, junto dos mais novos. Esta senhora nasceu no Torrão em 1935 e faleceu em 2004. Estudou enfermagem mas o seu maior sonho foi outro. O seu sonho foi a escrita, a poesia e a paixão pelo ensino. Foi uma professora diferente do seu tempo.Marcou o seu tempo, conseguindo captar a amizade, o respeito e a admiração dos seus alunos e de muitas outras pessoas.



Maria Rosa Colaço, trabalhou como jornalista, escreveu muitos textos em diversos jornais e revistas. Mais tarde estudou no Magistério Primário de Évora e formou-se como professora primária, ajudou a formar muitas pessoas que ainda hoje a lembram com saudade e carinho. Viveu em Almada, começando a leccionar em Cacilhas. Tem uma rua com o seu nome no Feijó. Como deve ser bom ser assim recordada pelas crianças, que consigo aprenderam as primeiras letras.


Por acaso, não sei se esta Senhora Professora ainda faz parte dos manuais escolares, dos meus felizmente ainda fez, em conjunto com António Gedeão, Matilde Rosa Araújo, Sebastião da Gama e tantos outros que me acompanharam nos primeiros anos de escola e continuam a acompanhar-me pela vida fora. Deixo aqui o título, de algumas das obras de Maria Rosa Colaço para despertar o vosso apetite, pela sua leitura:


- A Criança e a Vida
- Aventura com Asas
- Maria Tonta como eu
- Viagem com Homem Dentro
- Espanta Pardais
- Não Quero ser Grande




Aqui chegada, eu não poderia deixar de prestar, também a minha homenagem aos professores, que formam os nossos jovens,para um futuro que, todos desejamos radioso e feliz. Para todos os professores, aqui ficam algumas palavras de incentivo, no início deste novo ano escolar. Desejo-vos um bom trabalho e que ele seja reconhecido com o respeito que merece.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Triste e revoltada

A amizade é fundamental. Digo eu!
E o princípezinho também pensa o mesmo concerteza


Campanha da Amnistia Internacional






Como hoje estou triste e revoltada apenas vos deixo estas imagens com um grande abraço para todas/os.


Nota: Eu ainda volto a falar sobre esta postagem mas está tudo bem comigo ( não fui eu a vítima de qualquer espécie de violência, salvo aquela que os "senhores deste mundo e do outro" nos lançam todos os dias) .
Mas eu tenho a carapaça dura. Abraços.
22/08/07