De momento ando com pouco tempo, para dedicar a estas páginas, por isso deixo-vos hoje esta pequena frase, bastante conhecida aliás e pergunto:
Existem coisas que não mudam mesmo com o tempo. E é pena !!!
Bom fim-de-semana e um abraço.
De momento ando com pouco tempo, para dedicar a estas páginas, por isso deixo-vos hoje esta pequena frase, bastante conhecida aliás e pergunto:
Existem coisas que não mudam mesmo com o tempo. E é pena !!!
Bom fim-de-semana e um abraço.
Postado por
paginadora
às
22:34
2
comentários
Postado por
paginadora
às
21:37
2
comentários

O grito de Edvard Munch - 1893
Já não acreditamos naquilo que todos dizem. Os jornais caem-nos das mãos. Sabemos que aquilo que todos fazem conduz ao vazio que todos têm. Poderíamos continuar adormecidos, distraídos, entretidos. Como os outros. Mas naquele momento vemos com clareza que tudo terá de ser diferente. Que teremos de fazer qualquer coisa semelhante a levantarmo-nos de um charco. Qualquer coisa como empreender uma viagem até ao castelo distante onde temos uma herança de nobreza a receber. O tempo que nos resta é de aventura. E temos de andar depressa. Não sabemos se esse tempo que ainda temos é bastante. E de súbito descobrimos que temos de escolher aquilo que antes havíamos desprezado. Há uma imensa fome de verdade a gritar sem ruído, uma vontade grande de não mais ter medo, o reconhecimento de que é preciso baixar a fronte e pedir ajuda. E perguntar o caminho.
Ficamos a saber que pouco se aproveita de tudo o que fizemos, de tudo o que nos deram, de tudo o que conseguimos. E há um poema, que devíamos ter dito e não dissemos, a morder a recordação dos nossos gestos. As mãos, vazias, tristemente caídas ao longo do corpo. Mãos talvez sujas. Sujas talvez de dores alheias. E o fundo de nós vomita para diante do nosso olhar aquelas coisas que fizemos e tínhamos tentado esquecer. São, algumas delas, figuras monstruosas, muito negras, que se agitam numa dança animalesca. Não as queremos, mas estão cá dentro. São obra nossa. Detestarmo-nos a nós mesmos é bastante mais fácil do que parece, mas sabemos que também isso é um ponto da viagem e que não nos podemos deter aí. Agora o tempo que nos resta deve ser povoado de espingardas. Lutar contra nós mesmos era o que devíamos ter aprendido desde o início.
Todo o tempo deve ser agora de coragem. De combate. Os nossos direitos, o conforto e a segurança? Deixem-nos rir... Já não caímos nisso! Doravante o tempo é de buscar deveres dos bons. De complicar a vida. De dar até que comece a doer-nos. E, depois, continuar até que doa mais. Até que doa tudo. Não queremos perder nem mais uma gota de alegria, nem mais um fio de sol na alma, nem mais um instante do tempo que nos resta.
Paulo Geraldo
Postado por
paginadora
às
22:25
4
comentários
Isto é dedicado a ti PIPOCA.
Os teus donos são teus amigos. És uma sortuda, pois nem todos tem a sorte que tu tiveste. Por favor não rosnes ao Dédé. Fica bem...
Postado por
paginadora
às
22:24
7
comentários
Sento-me no banco alto e peço uma bebida.
Mais uma, a última da noite.
Dessa ou de todas
as que poderão vir a existir.
Bebo lentamente, escorre-me pela garganta o sabor
amargo do líquido gelado.
Estou só, como sempre estive, embora
acompanhado, estou só.
A vida foge-me pelos dedos mas já não importa...
Que se lixe! Peço outra bebida e mais outra ainda,
peço todas e bebo devagar, abandonado
ao pensamento que me consome, que me devora.
Sinto calor, abro a camisa, levanto-me para sair.
Olho à volta mas só distingo névoa, fumo, vapor
de alcool. Bebido em solidão embora junto a outros
companheiros de infortúnio. Saio porta fora
para a noite escura, as pernas levam-me para longe dali,
para fora de mim.
Vou embora devagarinho, nem me despeço.
Apenas vou.
Ou me deixo ir...
Postado por
paginadora
às
23:22
4
comentários
Máxima própria:
Postado por
paginadora
às
23:49
2
comentários
retirada da Internet
A saudade dói. Flores para os meus amigos próximos e ausentes.
Um abraço.
Postado por
paginadora
às
22:45
2
comentários
Marcadores: amigos, Antoine de Saint-Exupéry, flores, saudades
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
...
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Postado por
paginadora
às
22:34
0
comentários
Marcadores: Florbela Espanca, lágrimas ocultas, poesia
Hoje deixo-vos com Mia Couto, mais um dos meus poetas do coração...
Postado por
paginadora
às
22:28
0
comentários
Marcadores: Mia Couto, Poema da despedida, poesia
Postado por
paginadora
às
22:06
0
comentários