Campanha da Amnistia Internacional

Como hoje estou triste e revoltada apenas vos deixo estas imagens com um grande abraço para todas/os.
Campanha da Amnistia Internacional

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Marcadores: amizade, brinquedos seguros e pacíficos, crianças, princípezinho, violência doméstica
O prometido é devido:
- O poema de ontem intitulado Condição
foi retirado do Diário II, que Miguel Torga
escreveu em 1943.
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01:02
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Marcadores: Miguel Torga, poema
Dies Irae
Apetece cantar, mas ninguém canta.
Apetece chorar, mas ninguém chora.
Um fantasma levanta
A mão do medo sobre a nossa hora.
Apetece gritar, mas ninguém grita.
Apetece fugir, mas ninguém foge.
Um fantasma limita
Todo o futuro a este dia de hoje.
Apetece morrer,mas ninguém morre.
Apetece matar, mas ninguém mata.
Um fantasma percorre
Os motins onde a alma se arrebata.
Oh! maldição do tempo em que vivemos,
Sepultura de grades cinzeladas,
Que deixam ver a vida que não temos
E as angústias paradas!
Miguel Torga in Cântico do homem
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O menino que nasceu faz hoje cem anos numa modesta casa na freguesia de S. Martinho de Anta não se chamava ainda Miguel Torga. Nasceu como Adolfo Correia da Rocha e conheceu desde muito cedo a vida de trabalho , aos seis anos foi mandado para o Porto como criado de servir de uma família burguesa, não gostou da servidão o menino que estava habituado à liberdade, imensidão e paz da sua terra transmontana. Aos13 anos foi enviado para o Brasil para trabalhar na fazenda de um tio. Também não gostou muito desta esperiência de trabalhar para um familiar em troca do pagamento dos seus estudos. Embora lhe ficasse grato porque era enorme a sua sede de aprender!
Regressado a Portugal o tio continuou a pagar-lhe os estudos e mais tarde em Coimbra cursou medicina e formou-se. Foi na baixa da cidade de Coimbra, onde viveu a maior parte da sua vida que abriu um consultório como médico especialista de ouvidos, nariz e garganta. Nesse consultório no intervalo das consultas ia escrevendo a sua obra. E que obra!
O Dr. Rocha só em 1934 começou a ser conhecido como Miguel Torga. Preferiu sempre editar pessoalmente as suas obras, custeando-as do seu bolso. Daí talvez a ideia de alguns o acharem solitário e sovina mas os amigos dizem que era um homem generoso, íntegro e solidário como poucos. Quem quiser conhecer um pouco mais sobre Miguel Torga pode começar por ler a sua obra de cariz autobiográfico "A Criação do Mundo". Eu conheço à muitos anos algumas obras deste transmontano rijo e amigo do mundo rural que tão bem retrata nos seus livros. O primeiro contacto foi nos bancos da escola onde hoje, infelizmente não consta dos programas escolares. Ai a Educação e a Cultura deste país!
Por hoje fico por aqui, neste pequeno texto introdutório, volto amanhã ou nos próximos dias com o mesmo tema porque a melhor homenagem que se pode fazer a Miguel Torga é ler os seus livros. É isso que agora vou fazer mas antes deixo-vos uma prenda... e um desafio. Alguém sabe em que obra se encontra este poema?Se não souberem não faz mal, da próxima vez que aqui falar de Torga eu digo. Prometo!
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Marcadores: Adolfo Correia da Rocha, Centenário de nascimento, Miguel Torga
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Animação de Alexandre Bersot
exibida no Anima Mundi
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19:30
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Hoje apenas vos deixo estas imagens, prometo que volto amanhã. Com mais imagens e também texto.
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21:36
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Marcadores: água, árvores, imagens, rolos de feno, terra arada
O Diário do Sul de hoje dá conta do lançamento de duas novas publicações:
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13:48
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Marcadores: livros, publicações, revistas
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Marcadores: Celeste Avó Charneca, lições de vida, quadras, Universidade Sénior de Évora
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