sábado, 28 de junho de 2008

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DEDICADO A TODOS OS MEUS AMIGOS PROFESSORES EM MAIS ESTE FINAL DE ANO LECTIVO

sábado, 21 de junho de 2008

Sábado solitário

Sábado à noite.

Início de mais uma edição da feira anual de São João, festividade que continua a merecer dos eborenses um grande carinho. São noites de folia, onde o encontro com os amigos se faz, muitas vezes ao redor da mesa de uma tasquinha de comes e bebes, ouvindo música ou ficando apenas a observar o corropio das gentes subindo e descendo pelas ruas do rossio de S. Brás.
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E eu que faço em casa? Simplesmente recusei um convite para sair, uma vez mais. Agora lamento tê-lo feito. A nostalgia invadiu-me, vieram-me à memória outros tempos, outras noites de Verão em que eu não recusava nenhum convite de amigos ou familiares para sair. Em que não me permitia pensar sequer em falhar um único concerto musical, tomar aquele café no quiosque da Delta, no meio do pó,do barulho,dos acotovelamentos. Mas que sabor tinha aquele cafézinho, mesmo tomado em copo de plástico.
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Outros tempos em que todos estavamos menos "ocupados" connosco próprios, em que a vida apetecia ser vivida mais intensamente.
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E, inevitávelmente as lágrimas começaram a deslizar-me pelas faces. No íntimo eu já calculava que não deveria ter ficado em casa, logo num sábado à noite, em época de feira, época para mim cheia de recordações felizes e despreocupadas. Mas eu não aprendo nunca!!!
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Lanço daqui um pedido de ajuda aos meus amigos. Por favor quando eu recusar uma saída obriguem-me a ir, empurrem-me porta fora, nem que seja arrastada pelos cabelos. Porque após os primeiros momentos eu apreciarei o vosso gesto e, pelo menos estarei bem mais feliz e melhor disposta do que estou neste momento.
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Estarei certamente sem lágrimas e sem o peso desta "solidão acompanhada", lágrimas que por vezes têm que ser disfarçadas, secas à pressa mas que interiormente continuam a cair, sem contudo me proporcionarem qualquer alívio.
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Peço desculpa pelo desabafo mas como tinha que fazer algo, nesta noite de Verão, deste sábado à noite resolvi abrir o coração. É tão fácil assim, porque olhos nos olhos convosco já é outra história.
Acreditem!!!
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Um abraço

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Quando eu nasci

Obrigado mãe !!!

Quando eu nasci

ficou tudo como estava.

Nem homens cortaram veias

nem o sol escureceu,

nem houve estrelas a mais...

somente,

esquecida das dores

a minha mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,

não houve nada de novo

senão eu.

As nuvens não se espantaram,

não enlouqueceu ninguém...

Para que o dia fosse enorme

bastava

toda a ternura que olhava

nos olhos da minha mãe.

( Sebastião da Gama)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

O MANIFESTO

Decidi que este post de hoje devia ir ao encontro da proposta feita pelo J.G. no O Sino da Aldeia. Foi proposto pelo autor do blog que, quem desejasse comentar o seu post sobre o trabalho, preveligiasse a criatividade ao invés do trabalho. Trago aqui umas ideias interessantes, não são minhas embora subscreva sem problemas a maioria delas. Nesta altura do ano, em que o calor começa a apertar até a criatividade começa a dar muito trabalho cá pelo Alentejo. Os neurónios param e chega-me cá uma moleza... ou seja cria-se na minha cabeça um imenso deserto de ideias. Quando isso acontece o melhor é mesmo parar e ficar à espera que a crise passe. Agora vou passar a palavra a Tom Hodgkinson.
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A religião da Indústria transformou os seres humanos em robots
A imposição da disciplina do trabalho a sonhadores despreocupados escraviza-nos a todos
A alegria e a sabedoria foram substituídos pelo trabalho e a preocupação
Há que defender o nosso direito de sermos preguiçosos
É no nosso ócio que nos fazemos o que somos; é quando preguiçosos que alcançamos o autodomínio
Os empregos roubam-nos o tempo
A Produtividade e o Progresso conduziram à ansiedade e ao mal-estar
A Tecnologia aprisiona-nos ao prometer libertar-nos
As carreiras são fantasmas
O dinheiro é uma criação da mente
Podemos criar o nosso próprio paraíso
A liberdade acarreta a responsabilidade
Nada tem de ser feito
Sê bom para ti mesmo
Fica na cama
A inacção é a nascente da criação
Arte, gente, vida
Pão, presunto, cerveja
Vive primeiro, trabalha depois
O tempo não é dinheiro
Pára de gastar
Deixa o teu emprego
Estuda a arte de viver
Vive devagar, morre velho
Não te comprometas
Aprende nada
Faz nada
Sê ocioso!

Tom Hodgkinson in Os Prazeres do Ócio: 24 horas, 24 maneiras de não fazer nada
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Este livro foi considerado pela Time Out como " Um dos manifestos mais provocadores, divertidos, subversivos e francamente relevantes desta ou de qualquer outra época". Os Prazeres do Ócio foi o seu primeiro livro. Hodgkinson é filho de jornalistas, trabalhou numa loja de skates e numa revista até ser finalmente despedido. Com o subsídio de desemprego na mão ( não é idêntico ao de Portugal obviamente) lançou em 1993 uma revista onde ainda hoje finge que trabalha e cujo título The Idler ( O Ocioso) faz juz à filosofia defendida pelo autor. Filosofia que Hodgkinson tão bem defende baseando-se em outros ociosos famosos como Oscar Wilde ou William Blake. É verdadeiramente um prazer ler este livro, ainda vou a meio, leio-o por capítulos, devagar, para não me cansar e ter algo sempre que fazer porque como também refere Hodgkinson citando O. Wilde "... não fazer nada dá muito trabalho..."
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Um abraço

segunda-feira, 9 de junho de 2008

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Depois do Euro vamos rir de quê? Da factura que vamos ter de pagar, junto a todas as outras que temos acumuladas? Abram os olhos portugueses !!!

Um abraço


domingo, 8 de junho de 2008

Que tal um skate?





Com as várias subidas da gasolina e do gasóleo, nos últimos tempos eis o que este blogue sugere, para minorar um pouco a dramática crise, que atravessamos. Sabemos que os tempos actuais não estão para graças mas é preferível sermos nós, portugueses a brincar um pouco com toda esta situação do que deixarmos sistemáticamente que outros brinquem connosco.


Um abraço

sábado, 7 de junho de 2008

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Boa Disposição, sol e livros

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Hoje acordei com uma disposição dos diabos, cheia de energia e força para levar por diante mais um dia de trabalho. Tenho que o aproveitar bem, assim como este sol revigorante e bom tempo que tem tardado em nos visitar últimamente. Para tal nada melhor do que após o trabalho dar um salto à feira do livro a decorrer até ao final da semana na Praça do Giraldo.
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Metida na concha como tenho estado nos últimos tempos ainda não estou a par das últimas novidades editoriais. E tenho que usufruir de alguns dos descontos oferecidos porque a vida não está nada fácil, nem sequer para me esticar na compra de mais um ou outro livro - objecto que para mim nada tem de superfluo, antes pelo contrário porque, se o pão é essencial para o corpo o livro alimenta o espírito - sem o referido desconto.
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Ultimamente tenho estado a reler A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón, que recomendo vivamente a quem ainda não leu. Comecei também a ler, no início da semana Viver com Fibromialgia de Maria Elisa Domingues e Prof. Dr. Jaime C. Branco no intuíto de perceber se este livro me traz algo de novo, que eu ainda não saiba, infelizmente por experiência própria. Depois deixarei aqui a minha opinião sobre este livro.
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E pronto! Hoje fico por aqui porque quero reservar alguma energia para o final da tarde para um dos meus passatempos favoritos que é pegar, folhear, ler pequenos pedaços dos meus cada vez melhores companheiros dos últimos tempos.
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Um abraço


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Livros que leste.
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Livros que não leste.
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Livros que não podes deixar de ler.
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Livros que podes deixar de ler.
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Livros já lidos sem sequer ser preciso abri-los.
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Livros que se tu tivesses mais vidas para viver certamente também os lerias.
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Livros demasiado caros que esperas poder comprar em saldos.
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Livros que podes pedir a alguém que tos empreste.
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Livros que todos leram, portanto é quase como se tu os tivesses lido também.
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Livros que há tanto tempo planeias ler.
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Livros que queres possuir para os teres à mão em todas as circunstâncias.
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Livros que poderias pôr de lado para leres talvez este Verão.
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Livros que fariam muito jeito para equilibrar a perna do sofá.
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Livros que te inspiram uma curiosidade repentina, frenética e não justificável.
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Livros lidos há tanto tempo que seria hora de os releres.
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Livros que fazes conta que leste e que seria hora de te decidires a lê-los de facto.
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Italo Calvino
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imagem e texto retirados DAQUI

terça-feira, 3 de junho de 2008

Regressei com... as minhas farpas


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«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.»
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Eça de Queirós

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Um mês!!!
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Um enorme mês em que fiquei - na maior parte do tempo por imposição própria - sem escrever no páginas e sem visitar os meus amigos.
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Terminou hoje o prazo a que me sujeitei para reflectir se havia ou não de continuar por aqui, a escrever meia dúzia de frases ou a colocar umas imagens da net. Porque existem dias em que não me é mesmo possível fazer mais que isso.
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Decidi continuar, seja de que maneira for. Sou teimosa e mesmo que por vezes me ausente por períodos mais longos é aqui que me sinto bem. É nesta minha humilde casa que sou um pouco mais feliz.
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Agradeço publicamente todas as manifestações de carinho e de preocupação que me foram chegando e peço desculpa a todos os amigos que "abandonei" durante este tempo mas, o que interessa agora é que cheguei.
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Cheguei com saudades dos meus amigos mas, também com uma enorme vontade de desabafar sobre a cada vez mais revoltante situação do país. Triste país este que se deixa amesquinhar, cada vez mais por uma classe de burocratas, autócratas e tecnócratas que se foram instalando ( e de que maneira ) e que tudo vão secando à sua volta.
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Até quando minha gente vamos conseguir aguentar esta situação? Quero aproveitar para, desde já informar de que não sou comunista, nem bloquista, nem psdista ou cdsista, nem tampouco sucialista neoliberal. Não possuo nem nunca possuí qualquer cartão partidário. Isso porque não calhou, como é evidente.
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Posso falar aberta e livremente, sobre o que me apetecer, estar presente nos eventos, encontros ou jantares-convívios para que me convidem ( só que não convidam!!! ), sem correr o risco de levar puxões de orelhas ou até mesmo de ser expulsa daqui ou dali. Se tivesse cartão também não me coibiria de o fazer. É para isso que vivemos em democracia. Não ouço é muitas vozes a questionar o estado a que este pobre país chegou. Estarei a ficar surda?
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Como diz o outro eu também vou andar por aí...
De olhos bem abertos e sempre de língua afiada. Quem não gostar que ponha fitas.
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Um abraço desta paginadora agora de regresso.