sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

ESTOU DE VOLTA

QUERIDOS AMIGO(A)S


ESTOU DE NOVO CONVOSCO.
INICIALMENTE AINDA A MEIO GÁS. QUERO AGRADECER A TODO(A)S O IMENSO CARINHO DEMONSTRADO E AS PALAVRAS AMIGAS QUE ME FORAM CHEGANDO.

OBRIGADO DE TODO O CORAÇÃO!

DEIXO-VOS COM UM ABRAÇO DO TAMANHO DO MUNDO E A PROMESSA DE UMA VISITA, A TODOS LOGO QUE POSSÍVEL ... MUITO EM BREVE.

sábado, 20 de setembro de 2008

FLÁVIA VIVENDO EM COMA

Espero que a Flavinha e a Odele me perdoem mas por motivo de força maior não me foi de todo possível honrar o compromisso de publicar o post da Blogagem colectiva"Justiça para Flávia", no dia 15 do corrente mês. As minhas sinceras desculpas às duas. Mas, mesmo tardiamente e já fora do contexto pretendido não quero deixar de salientar que estou de alma e coração com a Flávia e que espero que a justiça, neste caso não seja, uma vez mais nem cega nem surda. Que haja finalmente JUSTIÇA PARA FLÁVIA!!!
Um grande abraço para a Flavinha e a Odele

"Meu nome é Sara"

Este anúncio foi premiado internacionalmente, mas não passou na nossa televisão, em Portugal. Porque será?
Recordo o poema da criança de 3 anos, 'Meu nome é Sara'.



O meu nome é ''Sara''
Tenho 3 anos
Os meus olhos estão inchados,
Não consigo ver.

Eu devo ser estúpida,
Eu devo ser má,
O que mais poderia

pôr o meu pai em tal estado?

Eu gostaria de ser melhor,
Gostaria de ser menos feia.
Então, talvez a minha mãe

me viesse sempre dar miminhos.

Eu não posso falar,
Eu não posso fazer asneiras,
Senão fico trancada todo o dia.

Quando eu acordo estou sozinha,
A casa está escura,
Os meus pais não estão em casa.

Quando a minha mãe chega,
Eu tento ser amável,
Senão eu talvez levaria
Uma chicotada à noite.

Não faças barulho!
Acabo de ouvir um carro,
O meu pai chega do bar do Carlos.

Ouço-o dizer palavrões.
Ele chama-me.
Eu aperto-me contra o muro.

Tento-me esconder dos seus olhos demoníacos.
Tenho tanto medo agora,
Começo a chorar.

Ele encontra-me a chorar,
Ele atira-me com palavras más,
Ele diz que a culpa é minha, que ele sofra no trabalho.

Ele esbofeteia-me e bate-me,
E berra comigo ainda mais,
Eu liberto-me finalmente e corro até à porta.

Ele já a trancou.
Eu enrolo-me toda em bola,
Ele agarra em mim e lança-me contra o muro.

Eu caio no chão com os meus ossos quase partidos,
E o meu dia continua com horríveis
palavras...

'Eu lamento muito!', eu grito
Mas já é tarde de mais
O seu rosto tornou-se num ódio inimaginável.

O mal e as feridas mais e mais,
'Meu Deus por favor, tenha piedade!
Faz com que isto acabe por favor!'
E finalmente ele pára, e vai para a porta,

Enquanto eu fico deitada,
Imóvel no chão.

O meu nome é 'Sara'
Tenho 3 anos,
Esta noite o meu pai *matou-me*.




Existem milhões de crianças que assim como a 'Sara' são mortos, vítimas de maus tratos, de abusos de toda a ordem.Tu podes ajudá-los. Fico desiludida até ao mais profundo de mim se tu leres isto e não o fizeres passar. Se ficaste sensibilizada(o), faz qualquer coisa!!!
Tudo o que eu te peço, é que o divulgues e ajuda a reconhecer que estas coisas acontecem, e que pessoas como o pai da 'Sara' vivem na nossa sociedade. Faz passar este poema porque mesmo se isto parece doido pode talvez mudar indirectamente as nossas vidas.

Hey, nunca se sabe...

Por favor faz passar isto se fores contra o abuso das crianças.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Uma fábula... dos nossos tempos!

A TESE DO COELHO
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Estava um dia lindo e ensolarado quando um coelho saiu de sua toca com o seu notebook e pôs-se a trabalhar, muito concentrado. Pouco depois passou por ali uma raposa e ao ver aquele suculento coelhinho, tão distraído, começou a salivar. No entanto, ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se dele, curiosa:
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- Coelhinho, o que estás a fazer aí, tão concentrado?
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- Estou a redigir a minha tese de doutoramento - disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.
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- Hummmm... e qual é o tema da sua tese?
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- Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.
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A raposa ficou indignada:
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- Ora!!! Isso é ridículo!!! Nós é que somos os predadores dos coelhos!
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- Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu mostro-lhe a minha prova experimental.
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O coelho e a raposa entraram na toca. Poucos instantes depois ouvem-se alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois... silêncio.
Em seguida, o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma o seu trabalhos de tese, como se nada tivesse acontecido.
Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho, tão distraído agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido. No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando com toda aquela concentração. O lobo resolve então saber do que se trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho:
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- Olá, jovem coelhinho! O que o faz trabalhar tão arduamente?
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- É a minha tese de doutoramento, lobo. É sobre uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.
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O lobo não se conteve e dá uma risada com a petulância do coelho.
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- Ah, ah, ah, ah!!! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa...
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- Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca?
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O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte.Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois ouvem-se uivos desesperados, ruídos de mastigação e ... silêncio.
Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível, e volta ao trabalho de redacção da sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensangüentados e peles de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos. Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme leão, satisfeito, bem alimentado, a palitar os dentes.
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MORAL DA HISTÓRIA:
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1. Não importa quão absurdo é o tema da sua tese;
2. Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico;
3. Não importa se as suas experiências nunca chegam a provar a sua teoria;
4. Não importa nem mesmo se as suas idéias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos...
5. O que importa mesmo é QUEM É O SEU PADRINHO!
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Isto aplica-se, infelizmente a todos os níveis da nossa vida actual, onde não vencem os melhores mas sim os mais astutos, desde que tenham as costas quentes porque, lá diz o velho ditado:
- Quem tem padrinhos não morre mouro.
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Um abraço

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

APELO

Hoje não vos trago aqui nem um poema nem uma imagem bonita mas sim um apelo que considero da máxima importância. Optei por postar aqui este mail, que recebi para que a sua divulgação seja o mais ampla possível. Peço-vos que se puderem o divulguem e que assinem a petição abaixo. Obrigada!
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Mensagem do Dr. Daniel Pereira da Silva director do serviço de Ginecologia do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra...

Caros Amigos e Amigas
Preciso da vossa ajuda.
Assinem a petição www.cervicalcancerpetition.eu para que o cancro do colo do útero venha a ser discutido no parlamento europeu, de modo a que os rastreios sejam uma realidade em todos os países, nomeadamente em Portugal, onde só existem na região centro.
Obrigado.

terça-feira, 26 de agosto de 2008


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CONTO ESTAR EM BREVE DE NOVO CONVOSCO!
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Um abraço

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Eis -me de volta à realidade

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Das minhas janelas para o mundo



Queridos amigos
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Estive por uns dias (poucos) afastada da nossa bloguelândia, no intuíto de retomar as páginas, com mais alento após estas minhas miniférias. Não cheguei a sair do país e nem sequer rumei este ano ao Algarve. Os tempos são de crise e a disposição também não esteve grande coisa. Tentei descansar o mais possível, ler bastante, sair com amigos, conviver mais com familiares, brincar com as crianças da família. Em suma: abstrair-me da realidade. Nem sequer aos amigos da blogosfera visitei ou respondi. Peço aqui e agora desculpas pelo facto.
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Agora eis-me de volta à realidade nua e crua e, após este curto interregno dou de caras com o mesmo país triste e apagado que, devido à crise nem o turismo conseguiu reanimar como deveria. Que remédio curará esta depressão, este cinzentismo acentuado que nos persegue? Ao país e ao mundo! Os focos de violência e de injustiça continuam a assombrar os nossos dias. Chegámos ao ponto de sentirmos medo do futuro. Por nós e pelos nossos filhos.
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Que monstro criámos à nossa volta ou que deixámos que criassem? Onde está a equidade, a justiça e a paz que era suposto que o "pensar global" nos trouxesse? Isto, claro para todos aqueles que, de entre nós acreditaram nesse conto de fadas.
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Dá nitidamente para ver que muitos sonhos que acalentámos foram ficando pelo caminho, por culpa daqueles que se apoderaram deles e os conspurcaram mas, também por nossa culpa que, pouco a pouco fomos deixando que tal acontecesse. Resta-nos a firmeza dos nossos ideais e a aposta de que ainda não é tarde de mais para atingirmos os nossos objectivos. A finalidade de tudo isso? A construção de um mundo melhor, mais são e mais limpo. Deliro? Chamam-me louca? E eu ralada!
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Um abraço bem paginado.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008



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O cansaço tolda-me os sentidos e os braços inertes perdem a força, necessária para a luta. Mas é só hoje, apenas hoje. Amanhã estarei novamente de pé, erguerei corajosamente o punho e lutarei contra todos os fantasmas, reais e imaginários que teimam em me cercear os movimentos. Serei forte, serei livre, desatarei todos os nós que me prendem os movimentos, todas as mordaças que me querem asfixiar.

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Amanhã! Sim, amanhã serei novamente eu. Hoje enrolar-me-ei sobre mim mesma, sobre este meu corpo dorido. Ficarei quieta, como se nada existisse. Nem eu, nem o mundo . Poderei até chorar. Não são todos mas existem dias assim. Apenas me resta esperar que passem ...
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Um abraço

quinta-feira, 24 de julho de 2008



Hoje é um dia muito especial para mim. Faz hoje anos que te vi pela primeira vez. Olhei-te e ao fazê-lo tremeram-me as pernas. Emocionada pedi que te colocassem nos meus braços. Senti medo de te deixar cair, tão frágil que eras. Cresceste. Tanto. Tão depressa. Continuo a recordar-te como naquele mágico dia em que nos olhámos e eu fiquei presa ao teu olhar. Inundaste o meu coração de amor. A minha vida de luz. Não sei o que tu viste. Não sei o que sentiste. Talvez medo do mundo que doravante tinhas pela frente? Não devias ter medo porque cá fora, à tua espera estavam todos os que te amam. Os que te amam, incondicionalmente e para sempre. Escrevo estas linhas para te dizer isso mesmo. Que te amo. Que podes contar comigo para sempre e incondicionalmente. Obrigada por existires e partilhares comigo a tua vida. Sê feliz e eu serei feliz. Muitos parabéns !!!
Mil beijinhos salpicados de ternura.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Oh Maddie !!! que justiça tão injusta ...

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Era de calcular. Mais um processo arquivado, nesta nossa república das bananas. O caso da pequena Maddie McCann chegou ao fim, ou melhor: deram-no por encerrado. Como a tantos outros ...
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Era de prever este desfecho dado que, para aqueles que não são tótós, foi bastante notório existirem, desde o desaparecimento da criança altos e poderosos interesses para que tal acontecesse. Polícia e governantes estrangeiros ditaram regras e imiscuiram-se num crime, cometido em Portugal. A imprensa inglesa passou atestados de incompetência aos investigadores portugueses. Governos de dois países conversaram sobre o caso (!).
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Que estranho caso este! É verdade que, infelizmente todos os dias desaparecem crianças em Portugal. E no mundo inteiro. É verdade que, diáriamente existem crianças maltratadas, selváticamente agredidas, mortas, estropiadas. E também crianças mortas pela fome e pela guerra. Pela maldade e cobiça dos homens.
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Mas isso não deve impedir que nos indignemos. Nem que não ousemos pedir contas, a quem de direito. Mesmo que seja um caso isolado, uma só criança, seja ela loira ou morena, branca ou negra, portuguesa ou estrangeira, rica ou pobre, devemos querer saber o que aconteceu, porquê e por quem. Podemos e devemos indignar-nos com a justiça que temos, rejeitá-la e exigir mais dignidade às instituições que nos servem.
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Brigas entre o Ministério Público, os senhores Juízes e a Polícia Judiciária são o pão nosso de cada dia, para nossa vergonha e mal dos nossos pecados. Os interesses corporativos sobrepõem-se, cada vez mais ao bom senso, à lei e à justiça. Já basta!
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Zangam-se comadres e descobrem-se (???) verdades. Escrevem-se livros. Trocam-se mimos na praça pública. Nada disso é assim tão importante. O mais importante é saber o que aconteceu a Maddie. O que aconteceu e continua a acontecer a todas as outras crianças, mesmo que não se chamem Maddie, nem sejam loiras, nem estrangeiras, nem ricas.
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